A doce e difícil tarefa de ser mãe de gêmeos

A doce e difícil tarefa de ser mãe de gêmeos

 

Acho que a palavra ORGANIZAÇÃO tem tudo a ver com múltiplos.
Já tínhamos um guri de quase 4 anos quando descobrimos que ele ganharia um maninho ou maninha. A nossa surpresa foi quando na primeira consulta o médico falou: Parabéns!
Ter dois filhos é muito legal, mas três é melhor ainda!

Obviamente ficamos muito felizes, mas um pouco assustados.
Mas nem imaginávamos o quão trabalhoso é ter gêmeos até elas nascerem…
Maria Luíza e Maria Carolina são univitelinas e nasceram com 34 semanas de gestação. Foram direto para o quarto, mas ficamos oito dias fazendo banho de luz para tratar uma icterícia, o famoso amarelão.

Acredito que só depois que recebemos alta é que tivemos noção do que era ter gêmeos!
Sem exageros, é um mundo novo! Até para fazer enxoval é complicado! Faltam opções principalmente de carrinhos aqui no Brasil.

O meu obstetra, por ser pai de gêmeos, já tinha me dito “quanto mais braços tiveres, melhor. Se conseguires montar uma equipe, melhor ainda”. E foi bem assim que aconteceu, tive todo o apoio dos meus pais nos primeiros 18 meses e foi fundamental.

Gêmeos choram ao mesmo tempo, tem cólicas ao mesmo tempo, querem colo ao mesmo tempo, mamam ao mesmo tempo mas NÃO DORMEM ao mesmo tempo!
Então percebi que eu precisaria de ORGANIZAÇÃO! Logo eu, que nunca tive muita rotina e sempre fui bem desorganizada!

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Logo no primeiro mês começamos a organizar os horários dos sonos e mamadas! Elas teriam que fazer tudo junto, assim quando estivessem descansando eu poderia fazer o mesmo.
Com 2 meses elas mamavam e faziam todos os soninhos no mesmo horário. E claro, sempre no carrinho. Quando temos apenas um bebê é comum que seja embalado no colo, mas como nem sempre eu teria uma pessoa disponível treinei elas sempre adormecerem no carrinho, depois passava para os berços. Tem dado super certo! Elas estão com 21 meses e a rotina tem sido sempre a mesma. Mamam e dormem sempre no mesmo horário, juntas.

Sobre o fato de serem consideradas idênticas, o que mais escuto é: Como tu consegues diferenciar elas? Embora sejam muito parecidas fisicamente, procuro tratar cada uma como um filho único, elas têm personalidades bem diferentes e quem convive conosco percebe de cara as diferenças de comportamento. Acredito que deva ser assim em outras famílias também. Mas para ajudar também não costumo vestir as duas iguais e coloco brincos diferentes.

Silvana Reis, jornalista, mãe da Maria Luíza e Maria Carolina e do João Otávio.

fotos: arquivo pessoal