Como escolher uma boa babá

Como escolher uma boa babá

 

A decisão de escolher alguém que vai tomar conta do nosso “bem mais precioso” não é tarefa fácil. Theo ficou comigo até completar 1 ano e depois precisei retomar minha vida profissional. No fim, após muita conversa, decidimos que ele iria ir para uma escola, onde poderia brincar com outras crianças e sair um pouco do ambiente de casa.
Mas quem resolveu esperar mais um pouco antes de levar o filho para a escola ou precisa, em alguns momentos, de um apoio – para sair com o marido, as amigas, ir ao banco – já que não tem parentes por perto, acabam optando pelo trabalho das babás.
E o que levar em consideração na hora de fazer essa contratação?
A Beatriz Caleffi de Miranda*, ou Bia para os íntimos, listou alguns pontos que devem ser observados.

Indicação:
Essa é uma dica importantíssima e que seria a chave de ouro na hora da procura. Quem tem sorte, consegue a pessoa que trabalhava na casa de uma amiga ou alguém da família. Infelizmente não é sempre assim que acontece e aí temos que optar por um plano B.

Agências:
Quando não conhecemos ninguém que possa nos dar uma boa indicação e precisamos optar pela contratação via agência, deve-se ter um pouco mais de cuidado na hora da entrevista.
A dica é sempre manter a calma, passando tranquilidade e sendo o mais sincera possível.

A entrevista:
Durante a entrevista, deve-se questionar sobre as experiências anteriores, pegar contatos para referência (telefones de casa, empresa, celular e endereço) e checar as informações dadas. Perguntar o motivo das saídas anteriores. Conversar sobre o cargo oferecido, o que espera que a candidata faça, apresentar o salário oferecido e ver a reação.  Sempre digo que se difere uma candidata boa de uma que apenas quer trabalhar quando perguntamos o porque escolheu esta profissão. Se a resposta for “eu amo criança”, ou “sempre me dei bem com elas” , cuidado!!! Às vezes isso é só para conseguir o trabalho. Também sugiro questionar do histórico familiar, onde mora, se têm planos futuros e suas disponibilidades.

Avaliando o trabalho
Acredito que as mães de primeira viagem e com bebezinhos menores,  pese mais a experiência da contratada, por isso é legal fazer algum tipo de teste, como trocar as fraldas na hora, por exemplo (com vocês do lado, claro). Se as crianças já são maiores e gostaram da pretendente, vale a pena observar a reação da criança ao vê-la e ir buscar um copo de água enquanto ela faz alguma brincadeira, por exemplo.

 
*Acadêmica de Pedagogia, estudante de mobilidade acadêmica na Universidade do Porto, babysitter e ex professora de educação infantil.