Como organizar as finanças para a chegada do bebê

Como organizar as finanças para a chegada do bebê

 

SeloDonna

Quando a família aumenta, muitas outras coisas aumentam junto: as alegrias, as preocupações e a despesas. A chegada de um novo integrante não mexe apenas com a rotina do casal, mas também com toda a estrutura de gastos. O amor dos pais precisa ter consciência dos limites do cartão de crédito e do cheque especial, e principalmente que a chegada de um bebê tende a aumentar as despesas.

Para ajudar nessa organização a economista da Fecomércio Patrícia Palermo organizou algumas dicas para quem se prepara para essa aventura:

Descreva todas as suas receitas e despesas e faça um diagnóstico da sua situação financeira atual e se questione: como será quando o bebê chegar?

– Após, faça uma simulação com os novos números (incluindo os gastos com o bebê) e com o novo resultado em mãos faça uma avaliação da sua futura situação financeira.
Há necessidade de ajustes? Quais serão eles?

Estabeleça um orçamento para o quarto e comece a fazer pequisas. Lembre-se de fazer um quarto de bebê que se adapte quando ele for maiorzinho. Isso é certamente uma dica de economia. O mesmo serve para o enxoval e para a festa de um ano. Planejamento evita surpresas negativas!

– Para os pais que não podem gastar na compra de quartos novos, vale a pena visitar brechós epesquisar entre as amigas se ninguém tem um berço e cômoda para emprestar ou vender.

Faça a compra do básico para os primeiros seis meses e espere para ver como será de fato o seu filho: gordinho, magrinho, alto, baixo. Para o chá de fraldas opte por pedir fraldas mesmo. No convite já especifique tamanhos para cada convidado, isso vai ajudar para que você ganhe tamanhos variados.

– Quando o bebê chega, as contas mudam. Muitas vezes, a partir do 5º mês, a maioria das famílias precisa colocar seu filho na escolinha ou contratar uma babá. Prever isso no orçamento é importante. Além disso, gastos com farmácia, que muitas vezes para um casal sem filhos são quase zero, crescem de maneira significativa. A contratação de um plano de saúde também deve ser levado em consideração. No primeiro ano de vida, as consultas médicas são mensais, há necessidades de exames e vacinas.

– O primeiro ano é um tempo de descobertas e organização. É nesse período que nos acostumamos com os valores do leite, das fraldas, dos lenços umedecidos e quando o bebê completa um ano é tempo de comemorar. No entanto, se a motivação da festa é repleta de poesia, a conta da festa costuma ser repleta de zeros. Fazer uma festa de um ano custa caro, e, muitas vezes, supera qualquer cifra imaginada pelo casal. Então, se esse for realmente seu desejo, faça uma pesquisa de preços nos primeiros meses da criança (primeiros mesmo!), mais uma vez estabeleça um orçamento e faça uma poupança mensal para a cobertura dessa despesa.

– Se você é alguém com as finanças em ordem e bastante precavido, faça um seguro de vida (existem modalidades em que o seguro pode ser convertido em previdência). Isso vai lhe trazer segurança para o sustento de seu filho caso algum provedor venha a faltar.

Guardar dinheiro para a criança desde cedo também é interessante. Mas pesquise antes como você vai poupar esse dinheiro: se no seu nome ou no nome do seu filho. Converse com seu gerente do banco sobre alternativas, rentabilidade e custo de cada modalidade de aplicação. Encontre a aplicação certa conforme seu perfil e disponibilidade de recursos. E lembre-se de que sempre o custo das dívidas é maior do que a rentabilidade das aplicações. Então, faça do controle do seu orçamento a sua obrigação para ter recursos para poupar para o seu filho, e não o contrário. Isto é, nunca faça dívidas para poupar para ele!

– Por fim, a dica de ouro: só dê uma vida de príncipe ao seu filho se você for uma rainha. Caso contrário, proporcione a vida que você de fato puder dar. “Ausência não se compensa com presentes, mas sim com presença!”. Frases como “eu não posso” ou “eu não tenho condições de te dar isso” devem ser ditas sem nenhuma vergonha pelos pais. Seu filho deve saber conhecer e reconhecer o esforço que se faz para conquistar as coisas. Se você não der essas noções desde cedo você pode ajudar a criar um jovem e, depois um adulto, repleto de frustrações.