Escolhendo o time de futebol dos filhos: até que ponto devemos interferir?

Escolhendo o time de futebol dos filhos: até que ponto devemos interferir?

 

No próximo domingo todas as atenções se voltam para a final dos campeonatos estaduais no futebol. E aqui no Rio Grande do Sul não será diferente. O tradicional clássico Gre-Nal já está marcado e gerando ansiedade nos torcedores. Mas e o que bebês e maternidade tem a ver com isso? Bom, TUDO! Desde pequenos, ou até mesmo antes, dentro da barriga de nossas mães, já existe uma expectativa quanto ao time que iremos torcer. Quando pai e mãe torcem para o mesmo time isso acaba sendo mais fácil, mas e quando cada um tem sua preferência?

A psicóloga Marcella Farina, da Dois Corações Baby Planner, explica que a partir dos 5 anos as crianças começam a exercitar o que aprenderam com os pais e é nessa fase que o futebol entra com tudo na vida deles. Para uma criança encantada pelo esporte, a escolha do time talvez seja fundamental e significativa, afinal ela pode pensar que será uma escolha para o resto da vida.

Como o futebol é conhecido por ser um esporte mais masculino é mais comum que a criança se identifique com o pai na hora da escolha, mas nada impede que ela possa fazer outra escolha. Para ela, não existe problema em incentivar que a criança torça pelo time A ou B, desde que isso seja feito com certa moderação e respeitando os sinais que a criança esta dando. Afinal, quem tem o direito de decidir pelo seu time é ela mesma, seja por identificação com o pai ou não. A escolha do time não pode gerar um conflito interno na cabeça da criança, onde ela possa ficar chateada ou preocupada que se não torcer pelo time A ou B não vai deixar seu avós felizes, por exemplo.

SeloDonna

Outro exemplo: ela já tem todo o uniforme do time A por causa da mãe e do time B por causa do pai, mas a criança está com desejo de torcer pelo time C, que é o do seu amiguinho do colégio. É importante deixar que a criança faça as suas escolhas, pois essa pode ser a primeira de muitas na sua vida.

Aqui em casa acontece a segunda opção. Marido é Xavante, torcedor do Brasil de Pelotas e a mamãe gremista desde criançinha. Como não somos fanáticos, a situação tem sido tranquila de administrar, por enquanto! Embora padrinhos sejam xavantes e uma vovó gremista e outra colorada brincamos com a situação e respeitamos as escolhas de cada um. O importante é conseguirmos explicar desde cedo que no futebol, ou em outros esportes, assim como na vida, teremos dias de vitórias e derrotas e o que vale mesmo é entrar em campo e competir.

Agora é aguardar e torcer para Theo ser gremista (brincadeirinha, marido)!