Mães compartilham histórias tragicômicas e perrengues da maternidade

Mães compartilham histórias tragicômicas e perrengues da maternidade

SeloDonna

Levante a mão quem nunca passou um perrengue com os filhos, seja em público ou dentro de casa. Donna pediu para que algumas leitoras compartilhassem seus momentos mais tragicômicos, aqueles que, na hora, parecem o fim do mundo, mas que, depois, viram uma boa história para contar.mairagatoo-e-malu

 

TEVE AQUELA VEZ QUE
…IMITARAM UM CARRO PARA ACALMAR A DOR

“Malu tinha muitas cólicas e chorava sem parar todos os dias, horas a fio. Só pode ter algo errado, eu pensava. Será que levamos no médico? Ligo para a pediatra? Dou remédio? Balanço de barriga para cima, para baixo? Um dia, meu marido saiu cedo para trabalhar e, quando voltou, estávamos eu e Malu paradas na frente da porta, ambas chorando. Eu de cansaço, ela, de dor. Decidimos sair de casa para desopilar ou ir para à emergência. Então, de forma mágica, ao ligar o motor do carro, o choro parou. Os pesquisadores deviam investigar este mistério! Depois disso, em casa, sempre que ela chorava, pegávamos no colo e começávamos a correr, simulando um carro, com direito até a barulho ambiental de trânsito no YouTube (procurem, isso existe!). Com certeza deve ser usado para outros pais loucos e desesperados como nós.
Maira Gatto, jornalista, mãe da Malu, um ano

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TEVE AQUELA VEZ QUE
…A MÃE QUASE SAIU NUA PELO SHOPPING

“Estava lanchando na praça de alimentação quando Léo pediu para fazer xixi. Já com as calças abaixadas, ele saiu correndo em direção ao banheiro. Entrei no sanitário familiar para aproveitar a ida a dois. Léo terminou, colocou a roupa e escapou por baixo da porta, que tem um vão grande na parte de baixo. Pobre de mim que vestia um colete e um macacão: lá estou, nua no banheiro, tentando colocar de volta o macacão, pegar a bolsa e catar o colete pendurado no gancho para sair correndo atrás dele! Abri a porta toda atrapalhada e fui à procura da criança que, lógico, passeava feliz entre as mesas da praça de alimentação.
Cris Azambuja, blogueira de moda, mãe do Leonardo, quatro anosfernanda-ribeiro

TEVE AQUELA VEZ QUE
…O BEBÊ FEZ XIXI NO MERCADO

“Maria Valentina está com quase três anos e já não usa fraldas. Só que, nesta fase, como qualquer criança, ela avisa em cima da hora que precisa ir ao banheiro. Como lidar com isso quando se está no caixa do supermercado passando as compras do mês na esteirinha? Quando ela disse: “Mamãe, preciso fazer xixi”, ouvi aquela música de suspense na cabeça e um minuto depois ela fez o que queria, ou seja, o “número 1” ali mesmo. Fila enorme, mercado cheio, eu só consegui dizer: “Ela é criança, isso acontece!”, mas, na verdade, queria desaparecer naquele momento.”
Fernanda Ribeiro, designer de moda, mãe da Maria Valentina, dois 2 anos e 10 meses

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TEVE AQUELA VEZ QUE
…O LEITE DERRAMOU PELO CHÃO

“Meu filho tinha 10 dias quando o porteiro anunciou a chegada de visitas. Eu vestia um camisetão, estava despenteada e de cara lavada e, ainda por cima, usando conchas de amamentação (as de acrílico, por dentro do sutiã, para evitar o contato do peito com o tecido). As ditas cujas se enchem quando a mãe tem muito leite. Minhas amigas lindas e arrumadas tocaram a campainha.Ainda tentando assimilar a situação, abri a porta e derrubei as chaves. Quando me abaixei para juntar, surpresa: todo o leite que estava nas conchas virou em cima de mim, no chão, no tapete, no mundo. Sim, tinha muito leite. As meninas, ansiosas para conhecer o bebê, mudaram as feições alegres para algo que misturava susto com medo e pena ao me olharem.”
Camila Dilélio, jornalista, mãe do Vicente, quatro anos e à espera do Bento e do Benício

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TEVE AQUELA VEZ QUE
…QUASE CHAMARAM O CONSELHO TUTELAR

“João era muito agitado, nunca parava quieto. Quando tinha pouco mais de um ano, machucou o braço na altura do ombro. Levei na emergência do hospital porque ele ainda não falava direito. O médico disse que estava tudo OK e o liberou. Só que o João continuou reclamando de dor. Voltei no dia seguinte ao hospital. Ele gritava feito um condenado enquanto esperava o raio-X, todo mundo nos olhava torto. Até que o médico também começou a me olhar de um jeito desconfiado como se fôssemos pais que maltratavam a criança em casa! Foi uma situação difícil, ele começou a me questionar de forma dura, chegou até a sugerir o conselho tutelar. Foi apavorante, fiquei bem assustada. No fim das contas, o braço não havia quebrado, e sim trincado. Aquele toco de gente ficou um mês usando tipoia.”
Letícia Leite, administradora, mãe do João Gabriel, seis anos, e de Maria Vitória, 18 meses

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TEVE AQUELA VEZ QUE
…UMA ROUPA NÃO FOI SUFICIENTE

Arthur tinha três meses quando fui convidada para uma formatura. Foi uma função até dar certo: o bebê havia mamado e já tinha arrotado, então ficou com o pai para eu me arrumar. Ambos já estavam prontos. De repente ouço um “Ai, meu Deus”. Arthur havia sujado de leite a camisa do meu marido. Ele foi trocar a roupa de novo e eu, já pronta, decidi trocar rapidamente a fralda antes de sairmos. Na correria, esqueci de colocar um paninho na frente: o danadinho, é claro, fez xixi em toda a minha roupa! Troquei de novo. Obviamente já estávamos muito atrasados. Só quando cheguei na festa me dei conta que o Arthur estava sem sapatos. Todos que nos encontravam falavam: “Perdeu o sapatinho, nenê?”. As fotos dele só de meias nos lembram até hoje da lição: sempre pensar em duas roupas (para nós e para o bebê) quando há compromisso social.
Indaiá Jaquelen Silva, empresária, mãe do Arthur, quatro anos