Mamãe destaque – especial Dia dos Namorados

Mamãe destaque – especial Dia dos Namorados

 

Sexta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados.
Aquele dia em que tudo exala amor. E eu não teria data melhor para publicar as fotos dessa gravidinha linda e cheia de personalidade.
A história da Roberta e do Cristiano daria um belo enredo de novela. Daquelas coisas que tu não imagina que possa acontecer… que, me perdoem o clichê, estava escrito nas estrelas, sem sombra de dúvida.
Eles namoraram, terminaram e se reencontraram 5 anos depois, de onde a história
(re) começou. O amor que só cresceu agora se multiplicou. Em poucos dias um bebezinho está chegando para completar essa família. E lembram que falei do enredo da novela lá em cima? Pois bem, mais um capítulo da história poderia ser escrito agora: eles não querem saber o sexo do bebê. Como ela aguenta a ansiedade? Ela nos conta abaixo.
As fotos são da Andressa Barros.

A gravidez era ainda um plano para um futuro distante e já imaginávamos tudo o que viveríamos a partir do resultado positivo. Uma das ideias que eu e o Cristiano sempre alimentamos em relação a filhos era a de viver a expectativa pela chegada do bebê de uma maneira bem semelhante àquela que nossos pais experimentaram: optando por não saber o sexo do nosso filho.

Eu tenho 33 anos e o Cris, 37. Quando nossas mães engravidaram, não havia ecografias como se tem hoje, para acompanhar mês a mês a gestação. A médica que hoje faz as ecografias do nosso bebê tem mais de 30 anos de experiência, e lembra como era raro uma mãe saber o sexo do bebê antes do parto e destaca que o resultado nem sempre era seguro.

Desde que confirmamos a gravidez, depois de apenas um mês de tentativas, reafirmamos um para o outro o desejo de não querer saber o sexo do bebê. No começo, era tudo muito fácil até porque guardamos segredo até o terceiro mês de gestação (deixamos para contar para a família toda na noite de Natal, o que foi incrível!). Quando passou a ser possível saber o sexo com alguma segurança, a cada ecografia, antes mesmo de a médica passar aquele gel na barriga, eu lembrava: “Doutora, sou aquela paciente que não quer saber o sexo do bebê”. Além de mim, ela atende outras três gestantes que tomaram a mesma decisão que desperta curiosidade em muita gente.

Há desde aqueles que ficam admirados com a nossa tranquilidade – mal sabem que esta é uma tática para segurar a ansiedade! – mas elogiam a ideia e os que acham quase inviável montar um quarto de bebê sem essa informação ou fazer um enxoval completo. Mas é possível, acreditem! Sempre pensamos na temática selva/bichos e tudo ficou lindo com paredes verde-claro e móveis brancos e cor de madeira.

Mas no percurso da gestação, vimos que o comércio não está preparado para este movimento fora da curva. Você entra nas lojas de bebê e metade delas é coberta de cor-de-rosa e a outra metade de azul. Independente do que você quer comprar, vem a pergunta: “É menino ou menina?”. Esses dias, fui comprar as conchas para amamentação (algo que fica em contato com o corpo, dentro da roupa, praticamente imperceptível) , fiz o pedido e a vendedora me devolveu essa pergunta sobre o sexo. Foi bem engraçado!

Ainda em relação às roupinhas, quando fiz a lista de presentes do chá de fraldas em duas lojas, deixei a recomendação de que não viesse nada nas cores azul e rosa – até porque esse costume de cobrir meninas de rosa e meninos de azul precisa ser flexibilizado, bem como a questão de gênero precisa ser mais discutida. Minhas amigas perderam horas e me dedicaram alguns xingamentos por dificultar a vida delas na escolha das lembranças porque realmente são bem restritas as opções de peças unissex…

Fora isso, o chá foi muito divertido – a decoração foi toda colorida, com flores e corações para lembrar todo amor e alegria que estamos vivendo – e até a coisa de não saber o sexo virou tema de várias brincadeiras, como, por exemplo, as simpatias que costumam ser feitas para tentar descobrir o sexo do nenê. Algumas delas bastante curiosas: se o cabelo da mãe ficou mais bonito na gestação, então é menina, se a mãe engordou pouco, logo é menino. Se a grávida passou a comer o bico do pão, então é menina. Barriga bicuda = menino, barriga espalhada = menina.

Brincadeiras à parte, a verdade é que quisemos aproveitar os nove meses exclusivamente para criar o laço, o vínculo, e experimentar o amor pelo nosso bebê à nossa maneira, independente do gênero, da cor do cabelo, ou do tom da pele. Queremos viver a chegada da Joana ou do Leonardo da maneira mais tranquila, simples e especial, parecida com a forma como nossos pais curtiram a nossa chegada. E a expectativa é geral – nem a obstetra sabe o sexo do nosso bebê ainda! Todos os que acompanham a gestação, inclusive vocês, leitores, estão convidados a dar o seu palpite: afinal, é menino ou menina? (Roberta)