Me mordo de ciúmes

Me mordo de ciúmes

 

De repente o cenário na casa começa a mudar. O que antes era apenas do bichinho começa
a ganhar cores e objetos de um “novo morador”. E quando o bebê finalmente chega em casa, é normal o pet sentir ciúmes e preterido.

– A chegada de um bebê pode despertar ciúmes no animal de estimação da família, ao sentir seu espaço invadido por um novo habitante que faz ruídos estranhos e ainda rouba a cena. Isso por- que, nesse primeiro momento, ele ainda não sabe que pode ter recebido um parceiro de brincadeiras e doador de restos de bolachas, por exemplo, explica a mé- dica Veterinária Michelle Schroeder.

De acordo com Michelle, os donos devem estar atentos a alguns sinais que os bichinhos podem apresentar nessa situação como falta de apetite, depressão, medo, aumento da ansiedade ou ter comportamentos inapropriados, como urinar ou defecar fora do local habitual, roer móveis e objetos, ou, ainda, manifestar agressividade.

– O mais importante é não mudar a rotina do pet com a chegada do bebê. Se alguma alteração tiver que ser feita, que seja antes do nascimento, evitando o estresse e a associação do
bebê a algo negativo, diz ela. Assim, o segredo para ter sucesso na formação de uma nova amizade como desejamos é preciso ter paciência. E, caso o animal demonstrar dificuldades na adaptação e sintomas de estresse, procurar a ajuda de um veterinário.

– As crianças que crescem com animais têm, comprovadamente, melhoria na sua coordenação motora, além de desenvolverem melhor a interatividade social. A convivência entre eles é, portanto, muito benéfica e pode (e deve) ser incentivada, desde que o animal esteja vacinado, vermifugado e tenha assistência veterinária, além de todo o cuidado com higiene, como banhos periódicos e unhas mantidas corta- das, especialmente no caso dos gatos, completa a veterinária.

Aqui em casa não foi diferente. O meu cachorro, um poodle de 13 anos, mesmo morando na casa da minha mãe, sentiu muito a chegada do Theo, que ganhou todas as atenções da casa.
Mas acho que o impacto maior foi com a cachorrinha da minha sogra, mrs. Megh Christyna, que não quer nem saber de ficar perto do nosso gurizinho.

Algumas dicas para a fase de adaptação:

• Tentar, dentro do possível, manter as rotinas de passeio e exercício que seu cão tinha antes;

• Ao iniciarem os passeios familiares, incluir o cão para que associe o bebê como parte de sua “manada”  e se sinta bem e integrado;

• Dar petiscos, carinho e atenção na presença do bebê, para que ele associe  esta presença a coisas boas;

• Reservar momentos do dia para brincadeiras e carinhos ao seu bichinho, evitando desvios de comporta- mento para chamar atenção; • evitar brincadeiras de arranhar e morder (já desde a descoberta da gestação); • Manter o contato entre o pet e o bebê somente quando estiverem sob a supervisão de um adulto, por mais tranquila que a situação pareça estar;

• Ainda na maternidade, envie uma meia ou fraldinha de pano usada pelo bebê para que seja iniciada a apresentação do novo integrante da família ao cão ou ao gato da casa;

• Ao retornar para casa, é preciso ser o mais natural possível e deixar que o animal se aproxime e cheire a criança, sob uma atenta supervisão.

 

 A Ceva (uma chow-chow de 7 anos) e o Costelinha (um vira lata de 6 anos) sempre foram as estrelas da casa tratados com todo amor e conforto do mundo. Bem cachorros de apartamento: dormiam na cama, sentavam no sofá.. mandavam na casa. Quando fiquei grávida, fiquei um pouco assustada, em como daria conta de tudo sem deixar ninguém triste, principalmente os meus cachorros. Deixei eles sempre em contato com a barriga, explicando para eles que uma nova pessoinha iria fazer parte da vida deles. No final da gestação já não podia mais passear com eles, então meu marido que fazia, eles começaram a se acostumar um pouco com a minha “ausência”. Quando o João chegou em casa a primeira coisa que fiz foi mostrar e deixar eles cheirarem bastante ele. Nos primeiros dias da chegada do João Pedro, era muito evidente o incomodo dos cachorros, principalmente porque é uma época que os bebês choram muito e acho que isso incomodava os ouvidos deles. É uma delicia ver meu filho crescendo do lado dos cachorros, ele é fascinado por eles, grita de felicidade quando chegamos em casa e os cachorros pulam e brincam como forma de boas vindas. Espero mesmo que meu filho entenda esse amor aos bichos, que os respeite e ame. Tenho certeza que a Ceva e o Costelinha estarão para sempre nas histórias do João Pedro.

Ana Carolina Moreno Uberti e Gilberto Goulart da Silva, pais do João Pedro Moreno da Silva, 1 ano e 20 dias, e dos cachorrinhos Ceva Berenice Moreno e Costelinha Otávio Moreno. 

João Pedro

Possuímos dois cachorros, o macho, Bono Vox e a fêmea, Cindy Wilson. Quando chegamos em casa com o André, a reação deles foi de euforia.
Queriam ver o que eu tinha nos braços e sentir o cheiro do que já conheciam pois utilizei um método que considerei muito eficaz. Fiquei três dias no hospital e o Nelson, meu marido, vinha todas as noites dormir em casa, trazia a roupinha que o André tinha usado durante o dia e colocava uma peça na cama do Bono e outra na cama da Cindy.  Conversavamos bastante com eles, explicavamos que o André estava chegando, que seria um amigo deles e que eles teriam que me ajudar a cuidar do bebê. A maior dificuldade que senti foi em relação aos latidos quando o André dormia, pois a Cindy é um pouco escandalosa. tinha que sempre ficar atenta para repreendê-los, mas o André foi acostumando e hoje ele não se acorda mais com os latidos. Nossa rotina com eles antes e agora mudou muito pouco, na verdade, agora, temos que dividir a atenção. Eles se relacionam bem, apesar de que agora com o André engatinhando, começou a querer pegar os brinquedos dos cachorros,
causando um certo atrito. Estamos ensinando para o André a ter amor e respeito pelos animais, que aqui em casa, no nosso caso, convivem como irmãozinhos, pois temos 3 filhos. E para quem perguntava “E agora, como vai ser com a chegada do bebê. O que vão fazer com os cachorros?” eu respondo.Nada! Convivemos todos em paz e harmonia, com bastante atenção à higiene, isso é possível sim.
E existe ciúmes entre eles? Existe sim, mas com irmãos isso também acontece.
Vivian e Nelson Walber, pais do André, de 10 meses, Bono (6 anos) e Cindy (3 anos)

André

 

fotos: reprodução internet e arquivo pessoal