Meu bebê mama a toda hora, isso é um problema?

Meu bebê mama a toda hora, isso é um problema?

 

Muitas mães acreditam que esse comportamento é devido à sua produção de leite, que não é suficiente para seu bebê, ou relacionam à qualidade do leite materno (leite fraco). Muitos bebês apresentam esse padrão de frequência de mamadas, e esse comportamento é muito normal.
O estômago do bebê recém-nascido é pequeno, então eles precisam mamar com mais frequência. Além disso, o leite materno é rapidamente absorvido pelo intestino do bebê, e por isso o bebê solicita o peito várias vezes. O leite materno é perfeito em sua qualidade, portanto, não existe leite fraco.
Quando a mama é estimulada com mais frequência, as glândulas mamárias produzem maior quantidade de leite durante a mamada, e não acumulam leite nos intervalos. Isso pode gerar uma insegurança na mãe em relação à sua capacidade de produzir leite, pois a mama não fica cheia e nem vazando leite, o que pode levar à introdução desnecessária de fórmulas artificiais.
Além disso, o bebê procura o seio não somente para saciar a fome, mas também para saciar a sede, para aconchego, para se acalmar, dormir, quando está com algum desconforto, e para ficar juntinho de sua mamãe. Todo esse vínculo faz com que a mãe produza mais e mais leite!
Se o bebê está com um bom ganho de peso (entre 15 a 30g por dia) e urina com frequência (pelo menos 6 vezes em 24 horas a partir do sexto dia de vida), então não há com que se preocupar. O importante é que o bebê fique tranquilo após a mamada, independentemente do tempo que dura a mamada, ou do intervalo entre as mamadas.
Ao contrário, se o bebê mama a toda hora e não apresenta os sinais acima, pode ser que ele não esteja fazendo uma boa pega durante a mamada, e com isso não consiga ordenhar um bom volume de leite, ou não esteja mamando o leite com maior teor de gordura. Nestes casos, é necessário corrigir a pega do bebê.
Se você, mamãe, está passando por alguma dificuldade com a amamentação, procure ajuda de um profissional especializado em aleitamento materno ou de um Banco de Leite.

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Texto: Rosane Baldissera
Nutricionista, Especialista em Nutrição Clínica e Aleitamento Materno, Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFRGS, Consultora Internacional em Amamentação