Obesidade infantil: dicas práticas para os pais melhorarem a alimentação das crianças

Obesidade infantil: dicas práticas para os pais melhorarem a alimentação das crianças

SeloDonna

Os casos de obesidade infantil têm aumentado consideravelmente no mundo todo: segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças com sobrepeso passou de 31 milhões para 41 milhões entre 1990 e 2014.

A nutricionista Rita Cherutti, mestre em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFRGS, aponta alguns fatores que justificam esta situação, tais como a falta de tempo dos pais (que acabam oferecendo alimentos “não tão bons” para compensar o tempo que estão longe dos filhos), somado às inúmeras ofertas de alimentos industrializados.

– Estamos lutando contra diversos fatores quando falamos em obesidade infantil, mas principalmente com a nossa capacidade de impor limites aos nosso filhos, e sim, ela será testada diariamente. As escolhas devem iniciar no momento da aquisição dos produtos, onde o que não é saudável não deve fazer parte do carrinho de compras – explica Rita.

Para a profissional, levar a criança ao supermercado é uma boa saída. É o momento em que podemos explicar o que e o que não é bom, inserindo uma rotina saudável e não apenas dizendo que não pode, mas sim explicando aos pequenos de porque não é legal comer aquilo.

– Seja um exemplo. A alimentação saudável começa por você. Coma bem e com qualidade junto ao seu filho. Tenha tempo para fazer as refeições juntos e evitem comer com a TV ligada. Aproveite este momento e converse com seu filho. A obesidade já é uma epidemia e, como toda epidemia, as mudanças devem ser efetivas, ou a tendência será ficar cada vez maior – ensina Rita.

Fugindo das armadilhas

Existem vários alimentos que pensamos ser saudáveis mas que na verdade não são. A dica é ler os rótulos e observar o teor de sódio, de açúcar e de gorduras nos alimentos e pensar que tudo isso estará indo direto para o corpo das crianças. A nutricionista selecionou alguns exemplos:

Barrinhas de cereal
Aparentemente prática e saudável mas na verdade contém doses grandes de açúcar e sódio, além de zero nutrientes.

⦁ Salsichas
Em sua grande maioria é repleta de carboidratos simples, com proteínas de baixo valor biológico, sem contar a maneira em que é feita.

⦁ Suco de caixinha
Algumas dessas bebidas, também chamadas de néctar de fruta, têm tanto quanto ou até mais açúcar do que os refrigerantes. Procure usar sucos orgânicos ou feitos na hora. Ou ainda melhor, água.

⦁ Bisnaguinha
As crianças adoram, não é mesmo? Mas sabe o que deixa ela fofinha? Muita gordura hidrogenada.

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⦁ Nuggets de frango
São uma mistura de ingredientes nada nutritivos, como partes de frango, pele, farinha e leite em pó.

⦁ Doces
Quanto mais tempo puder ser evitado, melhor. Preferencialmente até 1 ano de idade. Por serem calorias vazias que não trazem nenhum nutriente, podem, além de engordar, prejudicar os dentes das crianças.

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⦁ Macarrão instantâneo
Não é opção de alimento nem para os adultos, quem dirá para os pequenos. São ricos em conservantes, sódio e baixo valor nutricional.

⦁ Papinhas industrializadas
Devem ser usadas apenas em uma emergência evitando que vire rotina.

Danoninho
É uma fonte de proteína, porém contém conservantes. Quanto mais tempo levar para ser inserido na alimentação, melhor. Existem muitas receitas caseiras que podem ser oferecidas antes do industrializado.

⦁ Leite de soja
Nada recomendado para crianças menores de 2 anos de idade, por ser rico em alergênicos e ainda por cima a maioria da soja utilizada hoje em dia é transgênica.

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⦁ Bolachinhas
Sem recheios e integrais são boas fontes de carboidratos, podem ser usadas como recurso em um passeio, por exemplo. Evite as recheadas ricas em gordura saturada.