Olha o aviãozinho orgânico

Olha o aviãozinho orgânico

 

Na última semana a revista Donna, do grupo RBS, lançou um guia para mamães e seus filhotes. O Donna Kids, que foi encartado no jornal Zero Hora, estava cheio de pautas bacanas. E nós ficamos muito felizes de ajudar um pouquinho nesse projeto.
Entre as pautas, a alimentação orgânica para os bebês com a nossa querida colunista mestre cuca, Cassandra Canto. Para que não viu, reproduzo aqui.
Ah, o fofo da foto aí em cima é o Antônio, de 10 meses, filho da minha amiga Ana Medeiros lá de Santa Maria. Desde cedo preocupado com a boa alimentação, né? hehehe
O registro é do fotógrafo Luciano Souza.

Toda mãe quer que o seu bebê cresça forte e sadio mesmo que isso signifique sacrifício de tempo, mais esforço ou busca pelas melhores alternativas. O leite materno deve ser o alimento exclusivo até os seis meses, quando as papinhas passam a fazer parte do cardápio dos pequenos. Nessa hora, que tal optar pela versão orgânica, rica em nutrientes e livre de agrotóxicos ou pesticidas?

1. A HORA CERTA DE PAPAR
O paladar dos bebês se desenvolve se for estimulado pela mãe. Ao nascer, os bebês sentem apenas os quatro sabores (doce, salgado, amargo e ácido) e não a nuance dos alimentos. A única maneira de estimular o paladar deles é oferecendo uma alimentação saudável e diversa a partir dos seis meses de idade. É um longo caminho, nos quais os pais precisam de bastante paciência e perseverança, sem preguiça na hora do preparo ou de oferecer a comidinha.

2. ALIMENTOS ORGÂNICOS
São livres de agrotóxicos, pesticídas e fertilizantes – ou seja, possuem apenas elementos naturais. No caso dos animais e seus derivados, eles são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes. Por isso, os ovos e carnes orgânicas são muito mais saudáveis.

3. PREPARO
Os alimentos para esta fase são divididos em 3 grupos: energéticos, regulares e os construtores (ou proteicos). O primeiro grupo é composto pelos legumes brancos, como batata, batata-doce e mandioca. Já no grupo dos regulares entram as verduras e outros legumes, que dão o colorido à alimentação (cenoura, abóbora). No terceiro grupo, os proteicos, estão os alimentos como a carne e o feijão. A relação ideal para uma alimentação saudável para os pitocos deve ser: uma unidade do grupo energético, um do grupo construtores e dois do reguladores.

4. TEMPERO
O recomendado é NÃO usar sal até os 12 meses. E quando usar, optar por versões saudáveis e em pouquíssima quantidade. Bom é usar cebola, alho, salsinha e não temperos artificiais. O gosto do bebê já começa a ser formado dentro da barriga, um bom motivo para a mamãe seguir uma alimentação saudável e variada ainda na gestação.

5. CONSISTÊNCIA
A consistência pastosa, amassada com o garfo é a ideal. Não se deve passar no liquidificador, pois devemos estimular a mastigação dos bebês, assim eles preparam os músculos maxilares para suas principais funções: a fala e a deglutição. O recomendado é ir diminuindo aos poucos o amassamento da papinha até chegar na consistência normal do alimento.

6. ARMAZENAMENTO E DESCONGELAMENTO
O ideal seria preparar as comidinhas todos os dias para obter uma variedade de sabores, vitaminas e minerais com alimentos frescos. Mas nem sempre isso é possível. As papinhas então podem ser armazenadas no freezer por até três meses, devidamente etiquetadas com datas e ingredientes do preparo.
Detalhe: potes de vidro são mais recomendados do que de plástico por serem livres de BPA (Bisfenol A, substância tóxica proibida em mamadeiras e produtos para lactante) e por isso pegarem “gosto”. Outra alternativa são forminhas de silicone próprias para o congelamento de papinhas. Para descongelar, retire do freezer e leve ao fogo em banho-maria. NUNCA volte a congelar o alimento. Também não é recomendado armazenar sobras na geladeira (máximo do almoço até a janta). Outra dica é congelar porções de cada ingrediente separadamente em vez da papinha já pronta. Assim, é possível montar papinhas diversas ou mesmo oferecer um sabor por vez, estimulando o paladar do pequeno.

7. PAPINHAS ORGÂNICAS PRONTAS
A mamãe dese sempre procurar saber se os alimentos são realmente de origem orgânica observando o selo (Sig Org, concedido por organismos credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desde 2011) na embalagem quando adquirido no supermercado, além de atentar se os ingredientes são naturais. Se tudo estiver de acordo, não há problema em recorrer a elas de vez em quando.

texto: redação revista Donna

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