Ser mãe é… não ser perfeita!

Ser mãe é… não ser perfeita!

É importante desmistificarmos a ideia de que MÃE é um SER PERFEITO!
Antes de ser mãe, ela é uma mulher que está vivendo o seu próprio processo de amadurecimento.

Para atingir o equilíbrio a mãe deve preocupar-se em ter uma postura suficientemente boa e não almejar ser perfeita e nem mesmo temer os erros, que podem ser valiosas lições de aprimoramento.

Deve buscar estar sempre evoluindo, acompanhando as mudanças das diferentes fases do desenvolvimento de seus filhos, ser flexível e estar sempre aberta ao diálogo, dando espaço para as manifestações das idéias e comportamentos deles.

Uma mãe deve tratar questões delicadas com a imposição de limites, firmeza e carinho. Deve estar segura que saber dizer um não é muito importante, pois ensinar aos filhos a diferença entre o certo e o errado também é demostrar amor.

As crianças nos primeiros anos de vida tem o seu tempo de atenção mais reduzido em relação à compreensão de longos diálogos, então aprendem mais pela observação, percepção da conduta daqueles que são os seus modelos. Assim vão introjetando os modelos das figuras primordiais que virão nortear seu comportamento em todas as etapas evolutivas. Mesmo na adolescência, quando haverá uma necessidade de busca por identidade de grupo, as bases introjetadas serão acionadas garantindo, assim, a individualidade e postura de comportamento.

A mãe pode, ao resgatar a sua criança interior, proporcionar aos seus filhos um ambiente lúdico, afetuoso e rico em brincadeiras infantis, buscando aquelas que são passadas de mães para filhos, que já pertencem ao repertório de sua família. Também deve aliar o que a vida contemporânea oferece à nova criança, que domina a tecnologia, buscando aí outros recursos lúdicos, sempre com o objetivo de participar e engajar-se nos mais variados aspectos da infância de seus filhos, para que estes possam guardar as lembranças dessa parceria tão fundamental ao seu desenvolvimento emocional, na infância e que serve de base para toda a vida adulta.

 

por Fabiana Almeida Marum
La Vie psicologia psicopedagogia