Você sabe o que é colar de âmbar?

Você sabe o que é colar de âmbar?

 

Ontem fui me encontrar com as meninas do evento de mamães para nossa participação na TV. Chegando lá, o que me chamou a atenção foi que o Felipinho, filho da Cassandra (nossa mamãe mestre-cuca e esse fofo da foto) estava com um colarzinho, muito parecido com aqueles que os surfistas costumam usar, sabe? Foi aí que ela me disse que se tratava do “tal” colar de âmbar.

Já tinha ouvido falar do assunto, que estava sendo usado por muitas mães, inclusive famosas como a top Gisele Bündchen mas nunca havia me chamado realmente a atenção. Sai de lá pensando nisso, ainda mais que ela comentou que era muito eficaz (pelo menos com o filho dela está sendo).

Então, para quem assim como eu quer saber mais sobre o assunto, fui dar uma pesquisada. Minha fonte: revista crescer.

O que é
O âmbar é uma resina vegetal que se tornou fóssil há aproximadamente 50 milhões de anos e é encontrada principalmente na região dos Bálticos – inclusive as propriedades do colar só valem se as pedras forem dessa área. Fique atento, pois existem imitações de copal ou plástico (veja como checar a procedência na página seguinte). Nele se encontra o ácido succínico – estudos afirmam que esse composto químico fortalece o sistema imunológico, estimula o sistema nervoso e melhora a atividade metabólica. Por isso, o âmbar atuaria como analgésico e anti-inflamatório natural.

Como age
Segundo os vendedores e as mães que usam (e que pesquisaram a respeito), em contato com a pele do bebê, as pedras do colar se aquecem e liberam quantidades minúsculas do ácido succínico no corpo. De acordo com a experiência delas, o acessório auxilia especialmente durante a fase de dentição, por aliviar dores e desconfortos como inchaço da gengiva e febre.

É seguro?
A Associação Brasileira de Odontopediatria tem como posicionamento oficial a não recomendação do colar de âmbar durante a fase de dentição. “Não indicamos por causa do risco de asfixia. Se a criança usa, os pais têm que vigiar o tempo todo, o que não é possível na prática”, defende Paulo Cesar Rédua, presidente da associação. A ONG Criança Segura também é contra. “Não se recomenda nenhum tipo de colar ou cordão em bebês. Entendo o objetivo, mas é melhor buscar outras alternativas. Durante toda a fase de brincadeira da criança, não é legal ter cordão em nada, nem na roupa”, orienta Alessandra Françoia, coordenadora da ONG. Uma alternativa é usar as pedras de âmbar em pulseiras ou tornozeleiras, o que elimina o risco de estrangulamento. Mas, ainda assim, há controvérsias devido às chances de a criança levar o objeto à boca.
Teste de autenticidade

1. Coloque uma ou duas gotas de acetona ou álcool em uma das contas do colar. Se ficar viscosa, pegajosa ou alterar a cor, não é âmbar.

2. Misture uma parte de sal com duas de água e dissolva. Coloque uma peça de âmbar: se boiar, é autêntica.

3. O âmbar é morno ao toque, bem diferente das imitações de vidro, que são sempre mais frias que a sua pele.

Ciência X crença popular
Especialistas são taxativos ao afirmar que não existem estudos científicos que comprovem a eficácia do uso do COLAR DE ÂMBAR para aliviar dores nos bebês. “Não há nenhuma pesquisa que mostre que ele funcione, o que existem são experiências pessoais. É um método natural sem comprovação científica”, explica Moisés Chencinski, pediatra homeopata e membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Vai usar? Preste atenção às medidas de segurança

– O fio deve ter um nó entre cada conta. Assim, em caso de ruptura, apenas uma cai. Em qualquer idade, o colar deve ter entre 33 e 36 cm, para não ficar apertado nem frouxo.

– Recomenda-se tirar no banho para evitar o desgaste do cordão.

– O fecho deve ser de rosquear e coberto por âmbar, para o bebê não conseguir abrir.

– Fique atento para o uso durante a noite. A recomendação é tirar o colar para dormir.

– Acompanhe de perto o uso do colar. Preste atenção à reação do bebê quando o objeto é colocado: se ele se incomoda, tenta puxar ou nem nota. Usando desde cedo, as chances de ele se acostumar são maiores. Cabe aos pais decidir sobre o uso à noite, tendo em vista os perigos. Uma alternativa para utilizar durante o sono é colocar o colar no tornozelo, dando duas voltas.